Um passado de lutas: As Campanhas Militares da PM da Paraíba

   

Com a denominação de Força Pública, a Polícia Militar da Paraíba cumpriu, ao longo de sua história, muitas missões específicas de manutenção da ordem pública, garantia dos poderesconstituídos eaté da soberania nacional, com deslocamentos de tropas, combates, mortes, vitórias e derrotas. Pelas suas especificações, essas missões são denominadas de Campanhas Militares no livro a briosa: a história da Polícia Militar.

              No decorrer do século XIX, ocorreram quatro importantes ações dessa natureza: Combate à Revolução Praieira, ocorrida em Pernambuco, em 1849, mas que na sua preparação teve repercussão na Paraíba, em 1948, e posteriormente no seu final; Participação na Guerra do Paraguai, de 1860 a 1865; Pacificações das revoltas populares conhecidas por “Ronco da Abelha”, em 1852, e “Quebra Quilo” em 1874, ocorridas no interior do Estado. Durante esse período, os Presidentes das Províncias, que eram nomeados pelo Império, detinham o poder de emprego das Tropas de Linha (Exército) e convocação da Guarda Nacional, que eram Organizações não permanentes e que só eram remuneradas, pelo Império, quando convocadas. Em todos esses acontecimentos houve a participação da Guarda Nacional.
     Nas primeiras décadas do século XX, foram realizadas seis outras importantes Campanhas Militares: As lutas contra os grupos armados liderados por João Santa Cruz, ocorridas na área de Patos, Monteiro e Santa Luzia, em 1912, cujo objetivo era criar um clima de desordem no Estado que justificasse a intervenção Federal, a assim depor o Presidente João Machado; Combates à Coluna Prestes, que passou pela Paraíba em 1926; Campanha contra os grupos armados chefiados por José Pereira, em Princesa Isabel, em 1930, que tinha os mesmos propósitos de João Santa Cruz em 1912; Participação, junto à Força Federal, da retomada de um Quartel do Exército, em uma revolta militar, ocorrida em Recife, em 1931; Participação, também aliado às tropas Federais, nos combates à Revolução Paulista de 1932; e lutas no Rio Grande do Norte, contra os integrantes do movimento, orientado por Carlos Prestes, que tentou implantar o socialismo no Brasil, em 1935. Registre-se ainda que em 1930, por ocasião da Revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, um grande efetivo da Força Pública, denominação da Polícia Militar na época, sob o Comando de Elísio Sobreira, Comissionado no posto de  Coronel Revolucionário, participou das lutas, integrando Tropas Federais, com atuação em outros Estados.            Igualmente importante, nesse contexto, foi a atuação das denominadas Patrulhas Volantes, que desde 1886 até 1935, combateram os grupos de cangaceiros, em todo o Estado

Clicar sobre a imagem para editar ou atualizar.

Remover imagem destacada

Resumos são pequenas descrições opcionais do conteúdo do seu post feitas manualmente, que podem ser usadas em seu tema. Aprenda mais sobre resumos manuais.

Separe vários URLs com espaços

Trackbacks são meios de notificar sistemas de blogs antigos que você adicionou um link a eles. Se você adicionar um link de outros sites WordPress, eles serão notificados automaticamente usando pingbacks, nenhuma outra ação será necessária.
Nome Valor
Adicionar novo campo personalizado:
Digite novo
Campos personalizados podem ser usados para adicionar ao post metadados extras que você pode utilizar em seu tema.

Redirect /um-passado-de-lutas-as-campanhas-militares-da-pm-da-paraiba/

Upgrade to pro version to manage 404 errors and empower your site seo    NOW 49% OFF

o.
O Major Manuel Viegas comandou tropas nas lutas contra a Coluna Prestes, em 1926
Capitão João Costa, comandou tropas na luta contra os revolucionários de Princesa, em 1930
O Major Elias Fernandes comandou tropa na luta conta a intentona comunista de Natal, em 1935
Para melhor se compreender a importância do papel da Força Pública nesses eventos é necessário se ter em mente as dificuldades próprias da época.  As longas distâncias eram vencidas, quase sempre, à pé, por precários caminhos, por onde, às vezes, se percorriam mais de 100  Km. Faltavam meios de comunicação, mantimentos e assistência sanitária. O armamento era precário.  O emprego conjunto de forças de origens diferentes, como Tropa de Linha (denominação do Exército durante o período Imperial), Guarda Nacional e Força Pública, fato comum nessas Campanhas, por certo deve ter acarretado falta de unidade de comando. A Guarda Nacional, intensamente empregada, nas primeiras Campanhas, e que prestou relevantes serviços, era indisciplinada, pela própria forma de recru­tamento, resultando muitas deserções, em momentos de decisivos comba­tes, comprometendo as outras forças empregadas. A escassez de efetivo, o baixo nível de instrução, adestramento e disciplina da própria Força Pública, por certo foram fatores que muito dificultaram a obtenção dos seus objetivos. Enfim, a Força Pública retratava a realidade da época, na nossa Província, razão porque a avaliação de seus feitos não pode ser dissociada dessa realidade.
    Esses fatos, individualmente, e de forma contextualizada com a realidade de cada época, assim como muitos outros temas relacionados com a história da Polícia Militar, são abordados no livro A briosa: a história de Polícia Militar, que está à venda na Caixa Beneficente da Polícia Militar, no Clube dos Oficiais e na Livraria do Luiz, no centro comercial de João Pessoa.

Posts Relacionados:


Deixe um comentário

1 Comentário em "Um passado de lutas: As Campanhas Militares da PM da Paraíba"

Notificação de
avatar
Ordenar por:   Recentes | Antigos | Mais Votados
Ugo Bezerra
Visitante

Brava gente!
Esse filho teu não foge à luta!

wpDiscuz