Síntese histórica do Corpo de Bombeiros da Paraíba

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A história do Corpo de Bombeiros da Paraíba é quase um capítulo a parte na vida da Polícia Militar. Criado a 9 de junho de 1917, no Governo de Camilo de Holanda, o Corpo de Bombeiros, ao longo da sua história, teve como sede o Quartel do Gravatá, na Rua Maciel Pinheiro; um prédio situado na Rua Diogo Velho onde hoje funciona a Casa do Menor, e um prédio localizado na Praça Venâncio Neiva, onde hoje existe a Delegacia do Ministério do Trabalho e que era conhecido como Palacete do Barão de Abihay.
  Desse Quartel, o Corpo retornou ao Quartel do Gravatá. Crescendo a necessidade de sua interiorização, foi criado em 10 de novembro de 1947, uma Seção de Bombeiros em Campina Grande e que passou a ter como Quartel dependências do 2º Batalhão, onde permaneceu por longos anos. Em 2 de junho de 1976, o Comando Geral do Corpo passou a ocupar amplas e modernas instalações, localizadas às margens da BR-101, no Bairro de Marés.
Durante 90 anos o desenvolvimento do Corpo de Bombeiros seguiu o ritmo da PM da Paraíba, como ocorria com as demais coirmãs em todo o Brasil. Na buscar da obtenção de melhorias materiais e técnicas, a partir do início da década de 1990 essas corporações começaram a se tornar independentes e o desenvolvimento de cada uma delas foi célere.  Esse processo só chegou à Paraíba em 2007 quando, através de uma emenda Constitucional, regulamentada pela Lei 8.443, o Corpo de Bombeiros deixou de ser orgânico da Polícia Militar, passando, a partir de então, a ter Comando próprio. Como ocorreu com suas coirmãs em todo país, essa corporação alcançou um rápido desenvolvimento e atualmente está apta ao cumprimento de sua honrosa missão.
Transcrevemos, na integra, o texto sobre a história do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, publicado no site da corporação.
                                               A História
        A Capital da província da Paraíba vivenciou no ano de 1916 muitos problemas de ordem estrutural em relação a incêndios, pois faltavam recursos de prevenção e combate a incêndios, inclusive a falta do recurso maior que era um corpo de bombeiros e sendo assim, muitos incêndios ocorreram, se destacando entre eles os ocorridos na Camisaria Universal e Casa Vergara culminando com um de maior repercussão, o ocorrido no prédio da Delegacia Fiscal no dia de natal, que provavelmente teve uma causa criminosa, sendo desconhecida sua origem.
          O Presidente da Paraíba na época era o Dr. João Pereira de Castro Pinto, que tentou instituir o corpo de bombeiros, mas não obteve êxito. No ano seguinte, já no governo do Dr. Francisco Camilo de Holanda foi criado pelo Decreto Estadual nº 844 de 09 de junho de 1917, como uma Seção de Bombeiros, com um efetivo de 30 homens, retirados da própria Força Pública, (atual Polícia Militar da Paraíba). Como todo o processo de criação do Corpo de Bombeiros foi muito rápido devido à necessidade urgente de se combater e prevenir os Incêndios na cidade da Paraíba (atual João Pessoa), não foi construído um prédio para instalar a nova instituição e então o seu aquartelamento ficou provisoriamente dentro do próprio quartel da Força Pública e o comando da tropa ficou a cargo do 2º Tenente José Lopes Pessoa de Macedo, que foi nomeado dois dias após a instituição do Corpo de Bombeiros.
         O Corpo de Bombeiros não só era uma instituição recém-criada, mas também não havia materiais e equipamentos específicos para atuação de bombeiros, tudo era praticamente inexistente e isso dificultava os treinamentos dos membros da nova Corporação. Esse quadro só melhorou um pouco quando da interferência de Epitácio Pessoa junto aos bombeiros do Distrito federal, que na época era o Rio de Janeiro, para aquisição de uma bomba a vapor. Junto com a bomba a vapor, veio o Sargento Alexandre Loureiro Junior, que veio para instruir os bombeiros paraibanos no uso não só da bomba a vapor, mas também dar treinamentos gerais de bombeiros para toda a tropa, inclusive os treinamentos de salvamento, pois os bombeiros sempre realizavam estes serviços de forma empírica.
         Nasciam naquele momento de forma implícita os serviços de ABS (Auto, Busca e Salvamento), que passou  posteriormente no ano de 1998 a denominação de GBS (Grupamento de Busca e Salvamento), com sua transferência para o bairro de Mangabeira, onde permanece até a atualidade. Este Grupamento sofreu nova mudança de denominação com o desmembramento do Corpo de Bombeiros em relação à Polícia militar no dia 06 de novembro de 2007, passando a ser denominado de BBS (Batalhão de Busca e Salvamento), deixando de ser um grupamento.
              Ao chegar na capital Paraibana o Sargento Alexandre Loureiro Junior foi logo comissionado ao posto de 2º Tenente e passou a comandar o corpo de bombeiros, dando-lhe um preparo adequado e uma credibilidade junto a sociedade e esse fato contribuiu para que o Corpo de Bombeiros tivesse no ano de 1918 um aquartelamento próprio em uma casa alugada na esquina da rua Maciel Pinheiro com a Duarte Lima. Esse fato proporcionou uma maior autonomia à instituição, que passou a ser vista de melhor forma também pelos poderes públicos, que logo transferiram o Corpo de Bombeiros para acomodações melhores em um prédio público, situado na atualidade onde fica o edifício João Pessoa na Praça Aristides Lobo.
             O Tenente Alexandre Loureiro Junior foi um bravo combatente enquanto esteve a frente do Corpo de Bombeiros da Paraíba, chegando a receber elogios, tanto do governo, como da sociedade. Após cumprir sua missão, o Tenente regressou a sua instituição de origem e esse fato foi paralelo a saída do Presidente da Paraíba, o Dr. Camilo de Holanda.
          No Governo do interventor Antenor Navarro o Corpo de Bombeiros já estava totalmente desgastado materialmente e já não atendia as ocorrências com êxito e assim o interventor resolveu extingui-lo por meio do Decreto nº 170 de 27 de agosto de 1931, passando as atribuições para uma seção da guarda cívica.
         No ano de 1935, uma nova Lei de nº 37 de 23 de dezembro, já no governo de Argemiro de Figueiredo, fez o Corpo de Bombeiros ressurgir com a denominação apenas de Corpo. Era uma nova fase para o Corpo de Bombeiros e assim, esse foi instalado na Rua Diogo Velho, onde permaneceu até 1941, quando foi novamente transferido para um aquartelamento de melhor qualidade, o sobrado do Barão do Abihay, localizado na Praça Venâncio Neiva, onde funciona atualmente a Delegacia do Ministério do Trabalho.
          Mesmo antes de ter sido transferido para o novo sobrado do Barão do Abihay no ano de 1936, foi adquirida para o Corpo de Bombeiros três novas e improvisadas viaturas para o combate aos incêndios.
         Com o passar do tempo, houve a necessidade de expandir a corporação para outras cidades e a primeira a ser contemplada no papel por um a Lei Estadual no governo do Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque e Melo em 1947 foi a cidade de Campina Grande, pela Lei nº 31, mas esta só veio a ser instalada realmente no ano de 1953, já no governo do Ministro José Américo de Almeida dentro do 2º Batalhão da Polícia Militar, de onde saiu no ano de 2006 para uma nova sede própria, com melhores acomodações.
          No de 1972 foi instituído novos serviços para o Corpo de Bombeiros, que era restrito apenas ao combate a incêndios e ao salvamento, passou então a contar com um serviço de engenharia com a instituição do Serten (Serviço Técnico de Engenharia) pela Assembleia Legislativa do estado da Paraíba através da Lei nº. 3.700 de 07 de novembro de 1.972. Passando posteriormente a ser denominado de CAT (Centro de Atividades Técnicas), que foi oficializado pelo Decreto nº 7.800, de 10 de outubro de 1978. É um serviço de prevenção a incêndios e pânico. Na atualidade, com o desmembramento do Corpo de Bombeiros em relação à Polícia Militar no ano de 2007 pela Emenda constitucional nº. 25 datada de 06 de novembro, houve também a reformulação de sua organização básica pela Lei nº. 8.444 datada de 28 de dezembro de 2007, com CAT passando a ser uma Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) dentro do CBMPB (Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba).
        No ano de 1974, o Corpo de Bombeiros encontrava-se totalmente sucateado em termos de matérias de combate a incêndios e salvamento e consequentemente com serviços prestados de baixa qualidade. Esse fato fez com que a opinião pública  pressionasse o governo, que viu as necessidades do Corpo de Bombeiros e adquiriu novas viaturas, que logo adquiriu uma AEH ( auto escada hidráulica) com capacidade para 30 metros de altura, já prevendo e também acompanhando a verticalização da cidade. O governo estadual na época era o Sr. Ernani Sátiro. O comandante Geral da Policia Militar era o Coronel Glauber Cabral de Vasconcelos e o Comandante do Corpo de Bombeiros era o Major Geraldo Cabral de Vasconcelos.
          O ano de 1975 foi de suma importância para o Corpo de Bombeiros, pois foi inaugurado um novo Quartel para a Corporação Policial Bombeiro Militar da Paraíba no bairro de Marés. O local era de fácil e rápido acesso para entrada e saída de bombeiros para o atendimento as ocorrências. Esse quartel que é a atual morada dos bombeiros na Capital Paraibana, só veio realmente a se tornar operacional aos 02 de julho de 1976, com toda tropa vindo da Rua Maciel Pinheiro.

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