A identidade policial militar confere status

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 Para cada turma dos Cursos de Formação de Soldados é designado um Oficial para desenvolver as funções de Coordenador.  Essas atividades implicam em uma aproximação maior do Oficial com a turma. Como decorrência dessas funções, todos os problemas da turma são dirigidos ao Coordenador.   Uma dos problemas que todos os Coordenadores de Cursos de Formação de Soldados enfrentam é a expectativa que os alunos de todas as turmas criam para receber o documento de identidade
 Os futuros novos Soldados ficam ansiosos para saber quando irão receber a farda, quando começarão a tirar serviço, quando poderão portar armas e quando sai o primeiro pagamento. Mas, curiosamente, o que mais preocupa cada turma é saber quando os alunos irão receber a cédula de identidade funcional. Essa ânsia para receber a identidade pode ter diferentes explicações. Pode ser para o seu uso no ingresso em locais de shows, estádios de futebol, e outros tipos de lazer onde o acesso é informalmente franqueado aos policiais devidamente identificados. Outra explicação para tal ansiedade seria o emprego abusivo desse documento para outras finalidades, o que, felizmente, está se tornando menos freqüente. Mas o fato é que os Coordenadores de qualquer CFSd são sutilmente pressionados para providenciar e distribuir as identidades da turma, desde o início do curso. O mesmo ocorreu com a primeira turma de Soldados formada só mulheres, em 1990. Com as turmas de primeiro ano do CFO não é diferente.
Curioso é que, em 1999, em uma turma de Estágio de Adaptação de Oficiais Médicos esse fenômeno também foi constatado. Era uma turma de vinte Médicos aprovados em concurso público para ingressar no Quadro de Saúde da Polícia Milita, no Posto de Primeiro Tenente e para isso era necessário passar por um treinamento sobre a legislação interna da Corporação, em particular sobre as normas estatutárias e disciplinares. Era impressionante a insistência da maioria desses Médicos para receber, com a maior brevidade, a identidade funcional de Oficial. Os motivos que podem explicar a ânsia dos novos Soldados para receber a identidade não parecem ter aplicação ao caso dos Oficiais Médicos.
O que poderia então explicar tanta valorização desse documento?  Seria o status? Se identificar como Tenente é mais importante do que como médico? Ou isso depende das circunstâncias?
Essa dúvida parece ser favorável à Polícia Militar, pois se confirmada eleva o status de todos os policiais, situação essa por eles nem sempre conhecida.

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