Respeito aos “antigões”

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 Recebi essa mensagem através do watzapp do Dr. Mário Junior, Ouvidor Geral da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, e achei pertinente aos temas que abordamos no nosso blog, razão pela qual resolvi publicar. É um texto do Tenente Coronel Hilmarton Xavier Silva, que ingressou na PM da Paraíba 14 de fevereiro 1995, portanto ainda tem mais de sete anos para servir, mas que pelo seu texto, percebeu a grande diferença das distintas fases que viveu na corporação e já começa a sentir saudades dela. Na essência, esse valoroso Oficial enfoca a necessidades do pessoal do serviço ativo valorizar mais os “antigões” da reserva considerando o papel que eles desenvolveram quando em atividade.

Mesmo que pareça puxar brasa pra minha sardinha, acostumo-me aos argumentos consignados no texto do Tenente Coronel Hilmarton Xavier Silva, o qual passamos a expor.

Um dia, andei de viatura policial, andei de Fusca, Veraneio V6, Opala, Lada, Bandeirante, Chevette, Ipanema, Blazer, e outras, agora mais novas e com Ar. (Risos). Andei fardado pra cima e pra baixo, com cinto que tinha apenas um revolver canela seca com cinco munições no tambor, 12 de recarga e uma algema.

Não havia pistola .40 com 15 cartuchos mais dois carregadores sobressalentes, Radio digital, poderosas lanternas, celular, nem tão pouco colete. Fui policial quando da antiga Constituição, cabos e soldados não podiam votar.

E o cidadão tinha direitos até de ir e vir, e bandido tinha o direito de puxar cadeia...

Prestei continência, Cantei o Hino Nacional, da Bandeira e da Infantaria e da Policia Militar. Patrulhei, tirei guarda, fiz faxina, puxei pernoites, pagava 10, 20...

Ficava de serviço por horas, sem ir embora pra casa. Em meu serviço aprendi muito sobre honra, retidão, respeito, confiança e companheirismo.

E que as más criticas acertam as pessoas de caráter e não a quem deveria acertar. E as criticas verdadeiras te ajudam a crescer,

Aprendi que o poder nem sempre esta com quem deveria. Aprendi também que armas não geram violência e flores não trazem a paz. E sim, a intenção das mãos que as carregam.

Aprendi que devemos respeitar pai e mãe. Que a família é a base da educação. Aprendi que devo crer em DEUS, e não em igreja, e que ele nos ouve quando falamos com ele.

Hoje estou quase encostando minha farda. Algumas fotos já amareladas pelo tempo me acertam o peito e fazem meus olhos jorrarem.

Minha garganta já esta sufocando por um nó da saudade de meus verdadeiros amigos, mas lembro que a minha missão já foi cumprida.

Que minhas batalhas em viaturas super equipadas, já não são mais minha realidade.

As noites na guarda vão ficar na lembrança e os amigos de companhia, em meu coração. Logo mais não usarei farda, nem a lua será nossa companheira, nas noites frias. Logo não prestarei mais continência, nem farei ordem unida, nem aula de tiro!

Mesmo assim, minha alma nunca deixará de ser de um Soldado!....

RESPEITE SEMPRE UM ANTIGO. ... AO INVÉS DE IGNORÁ-LO...

RECEBA-O EM SEU QUARTEL... OFEREÇA UM CAFÉ...

OUÇA SUAS HISTÓRIAS. ..ELE JA FEZ MUITO PELA SOCIEDADE EM QUE VIVE OS SEUS...


 

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1 Comentário em "Respeito aos “antigões”"

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Vaumir Fernandes
Visitante
Excelente texto, Camarada Batista, permeado de nostalgia e saudades de um tempo, também outrora vivido por nós. Oxalá, os que estão entrando hoje, possam um dia, ter idênticos arroubos de saudosismo que nos trazem tão gratas recordações. Só nos resta apelar à Consciência Divina que se apiede de nós no entardecer de nossa existência. Parabéns ao autor, Ten Cel Hilmarton Xavier da Silva pelo lúcido e coerente retrospecto de sua carreira militar, que em verdade, tocou fundo nas nossas memórias, já elaborando um prognóstico do que estar por vir para si e tantos outros camaradas. Ao ensejo, louvo-o pela iniciativa… Leia Mais »