Patrulha Escolar: Uma ideia antiga com os mesmos problemas atuais

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Os dirigentes da PM da Paraíba estão sempre em busca de uma forma de atuação que atenda aos anseios da população em relação à segurança pública.  Como não há um elo formal entre a sociedade e os órgãos que integram o sistema de segurança pública para que se possam expressar as necessidades mais urgentes e específicas de cada comunidade, o mais usual instrumento de avaliação dos anseios sociais sobre esse tema é análise dos registros de ocorrências que espelhem os tipos de crimes praticados com maior frequência e os locais onde eles ocorrem assim como a forma de atuação dos infratores da Lei. Colhidos e analisados esses dados a Polícia Militar monta suas estratégias de atuação cujos objetivos são alcançados através da execução de diversas modalidades de policiamento.
        No início da década de 1990 a Polícia Militar constatou que nas proximidades dos Colégios da rede pública da cidade de João Pessoa estava ocorrendo aliciamento de jovens para a prática de tráfico de drogas, o que constituía motivo de muita apreensão por parte de toda sociedade, uma vez que através desse tipo de delito muitos outros eram praticados como, por exemplo, crimes contra o patrimônio e homicídios.
    Partindo desses dados o Comando do 1º Batalhão, em 1991, no início do ano letivo na rede de ensino, implantou um tipo de policiamento que ficou conhecido como Patrulha Escolar, e que consistia na colocação de uma dupla de policiais em frente aos Colégios. Esse fato alcançou repercussão na imprensa a ganhou simpatia popular. De imediato o resultado foi muito positivo. Mas a falta de efetivo que pudesse cobrir todos os Colégios acabou reduzindo os efeitos do serviço que aos poucos foi sendo desativado.  Essa foi a forma pioneira desse tipo de serviço que depois foi repetido em outros Batalhões de diversas outra formas, igualmente importantes, mas, infelizmente, sem os meios humanos e materiais suficientes para a sua execução.
     Ocorre que, como o crime é uma atividade de risco, o delinquente está sempre tentando melhorar a sua relação de custo/benefício, ou seja, evitando ser alcançar pela polícia na prática de ilícitos. Isso faz com que o crime esteja sempre migrando, não só quanto à forma, mas também de local. Por essa razão as estratégias da polícia estão sempre mudando e em consequência se criando novas formas de policiamento e com elas as dificuldades de sempre: falta de efetivo e de meios materiais.

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