Origem do Policiamento da cidade de João Pessoa.

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           Durante as primeiras décadas do Século XX, teve início na cidade de João Pessoa, na época denominada de Parahyba, a realização de policiamento a pé em logradouros públicos como na Praça Venâncio Neiva, Rua Duque de Caxias, e em um antigo mercado público localizado na Avenida B. Rohan.  Durante o carnaval, Festa das Neves e Festa da Penha era efetuado uma forma própria de policiamento, quase sempre com emprego de patrulhamento a cavalo.  O crescimento da cidade levou a criação de destacamentos para patrulhar os bairros mais distantes.  Esses serviços ficaram conhecidos depois por Postos Policias.
 
 
          Dessa forma, até o início da década de 1950 o policiamento ostensivo na cidade de João Pessoa era efetuado de uma maneira muito incipiente, uma vez que se limitava às atividades desenvolvidas por esses grupos de Policiais Militares encarregados da manutenção da ordem pública em alguns bairros da cidade. Esses Postos Policiais ou Comissariados de Polícia eram compostos, em média, por dez Soldados cada, sob o Comando de um Sargento que acumulava as atribuições de Comandante do Destaca­mento e do Comissário de Polícia, uma espécie de subdelegado, encarregado de providências próprias de Polícia Judiciária. Esses Destacamentos efetuavam o Policiamento à  pé, através de rondas, de forma não sistemática, e às vezes com todo efetivo ou alguns dos seus componentes, trajando civilmente.
         Além dessas atividades a Polícia Militar mantinha um efetivo à disposi­ção das Delegacias de Polícia da Capital, onde realizava tarefas próprias de Polícia Judiciária. Parte desses Policiais Militares, juntamente com Policiais Civis, formavam uma guarnição motorizada que atendia a chamados ou realizava diligências em toda cidade. Era o embrião do atual Radio Patrulhamento. Ressalte-se que nessa época a maioria dos Delegados de Polícia, em todo o Estado, inclusive na Capital, eram policiais militares, da ativa ou da reserva.
        Na década de 1950 acidade passou por uma sensível transforma­ção sócio-econômica, fenômeno que alcançou todos os grandes centros urbanos do país, e que foi resultado da política de expansão econômica dos Estados Unidos no período de pós-guerra. Essas transformações implicaram na necessidade do Estado adotar inúmeras providências, entre as quais a implementação de formas mais efetivas de Policiamento Ostensivo.
         Dessa forma, em  l956  foi criada uma forma de Policiamento Ostensivo que ficou conhecida por Cosme e Damião, e que se constituía pelos serviços prestados por duplas de policiais que, transportados por bicicletas, faziam rondas noturnas no centro da cidade
e nos bairros mais nobres. . Essa forma de Policiamento se estendeu até o início da década de 1970.
         Em l969, período marcado por intensas agitações políticas, foi criado na capital paraibana uma nova Unidade na Polícia Militar. Era o Batalhão Especial de Polícia, Unidade composta por quatro Companhias que passaram a congregar todas as atividades da Polícia Militar na Capital. A partir de então foram implementados os serviços de Policiamento Motorizado, Ostensivo e Trânsito.
         Em l970, o Coronel Glauber Cabral de Vasconcelos, então Comandante Geral, implantou, na Capital, o Policiamento de Rádio-Patrulha efetuado por uma frota de veículos Volkswagem munidos de equipa­mentos de rádios ligados a uma Central, de onde era feita a coordenação dos serviços.  O primeiro Comandante desse serviço foi o então Capitão Manuel Paulino da Luz, que depois ingressou na Magistratura, sendo aposentado como Desembargador. Paulino imprimiu um rígido controle operacional e disciplinar sobre a ação das guarnições. Era o início da forma atual de Policiamento.
 

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