O Comandante do Segundo Batalhão e Roberto Carlos

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        O exercício das funções de Comandante de um Batalhão de Polícia ou de uma Companhia implica em uma gama de responsabilidade.  O Oficial nessas atividades não pode estabelecer um horário para o seu expediente uma vez que a qualquer hora do dia ou da noite, inclusive nos dias não úteis pode ser acionado, não só para tarefas de ordem administrativas como, principalmente, para resolver problemas operacionais.  O cumprimento dessas funções exige conhecimento técnico profissional, sensibilidade no trato com seus subordinados e com a sociedade como um todo, além de muita habilidade nas relações com autoridades em geral, e em particular com os agentes políticos.  Se impor pelo exemplo, comprometer-se com resultados e manter a tropa motivada para o trabalho, suprindo as necessidades materiais e técnicas para esse fim são alguns dos atributos exigidos dos que ocupam tais atividades.   Para exercer esse complexo de funções o Oficial, conscientemente ou não, faz do seu trabalho um verdadeiro sacerdócio.
        Mas, concomitante a esse conjunto de ônus, os ocupantes dessas funções, também podem usufruir de alguns bônus que lhe são conferidos pela sociedade. Esses benefícios ou regalias são proporcionais à forma como a opinião pública ver a postura do comandante enquanto profissional e como cidadão.  As aptidões ou gostos pessoais para atividades sociais, esportivas, religiosas e culturas, do Comandante também afetam a concessão dessas manifestações de apreço por parte da sociedade.   Em cidades do interior do Estado, os Comandantes de Batalhões ou de Companhias normalmente gozam de um importante status na sociedade local, pelo que usufruem desse bônus, que se concretizam nas solenidades públicas ou nas atividades sociais da qual ele participa.
        Em cidades de porte médio, como Campina Grande, por exemplo, esse fato pode ser observado em diferentes situações.   No dia 23 de agosto de 2002, foi realizada uma apresentação do Cantor Roberto Carlos, na casa de Show Spázzio, naquela cidade e na época o Comandante do  2º Batalhão era o Coronel Rizonaldo Rodrigues da Costa. Como é natural em casos dessa natureza é montado um esquema de segurança para reduzir o assédio dos fãs. Por essa razão, são poucas as pessoas que conseguem se aproximar do ídolo. Mas foi aí que ocorreu o bônus de ser Comandante de Batalhão e ter um perfil próprio de fã daquele artista. Assim, naquela ocasião, Rodrigues conseguiu não só se aproximar de Roberto Carlos, mas também de conversar com ele por uns vinte minutos e registrar o momento com uma foto, que ele guarda com muito orgulho, pois afinal ... são tantas emoções.

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