Dinastia familiar policial: Famílias de Comandantes

                 Em artigos anteriores abordamos, de forma sucinta, algumas formas de demonstração de amor à Corporação. Agora queremos abordar outra forma igualmente muito antiga de demonstração de afeto à corporação detectada na Polícia Militar da Paraíba, que é o que denominaremos, de maneira figurada, de dinastia familiar policial. Ou seja, queremos identificar alguns grupos de policiais militares pertencentes a uma mesma família.                A influência que os pais exercem sobre a personalidade e a escolha da profissão dos filhos é inquestionável. Em todas as atividades humanas esse fato pode ser constatado. Na Polícia Militar da Paraíba são inúmeros os policiais que herdaram dos pais e passaram para os filhos o amor à causa policial, como são, por exemplo, os casos das famílias Lira, Cordeiro, Monteiro, Chaves, Alencar, Rufino, Simões, Wolgrand, Benício e tantas outras. Algumas dessas famílias estão na segunda geração outras, na terceira, e pelo menos uma delas está na quarta geração. Temos ainda diversos casos de em que essa tradição ocorreu ou está ocorrendo apenas entre irmãos. Todos os integrantes dessas famílias revelaram uma inegável aptidão para a atividade policial militar e demonstraram profunda admiração e respeito aos seus antecedentes.      Neste espaço vamos registrar apenas alguns detalhes dos Integrantes de quatro dessas famílias que exerceram as funções de Comandante Geral, uma delas por duas vezes. É o caso das famílias Lira, Cordeiro, Monteiro e Chaves.      No caso da família Lira, oriunda da cidade de Teixeira, no sertão paraibano, tivemos dois irmãos que chegaram ao Posto de Coronel:  José  Alves de Lira e Clodoaldo Alves de Lira.  José Lira, depois de passar para a reserva foi Deputado Estadual em diversas legislaturas, (1963/1979) o que revela ter gozado de muito prestígio político.  Clodoaldo Alves de Lira, cuja biografia sucinta foi objeto de artigo publicado nesse blog, foi pai de João Batista de Souza Lira, que também ingressou na Polícia Militar, alcançou o Posto e Coronel e foi Comandante Geral da Corporação, honrando seus antecedentes.  Por sua vez, Batista Lira é pai de Ricardo Alexandre Uchôa Lira, atualmente no Posto de Major e que vem dando continuidade à dinastia Lira.      A família Cordeiro, também vinda da região de Teixeira, teve seis irmãos, sendo cinco oficiais e um Cabo. Raimundo Cordeiro de Morais e Manuel Cordeiro de Morais, que chegaram ao Posto de Coronel; Amaro Cordeiro, Daniel Cordeiro, e Severino que foram Capitães do Quadro da Administração; e outro Raimundo Cordeiro, foi Cabo.  O Coronel Raimundo Cordeiro de Morais, sobre quem publicamos neste blog uma biografia resumida, foi o pai de Ramilton Sobral Cordeiro de Morais, que também ingressou na Polícia Militar aonde chegou ao Posto de Coronel e entre outras  importantes funções foi Secretário Chefe da Casa Militar do Governador, Assistente Militar do Tribunal de Justiça, Subcomandante e  Comandante Geral da Polícia Militar e depois de passar para a reserva foi Secretário Executivo da Segurança Pública.  Pertence ainda a esse grupo familiar o Coronel Médico Reformado Jeová Cordeiro de Morais e o Coronel Maquir Alves Cordeiro, também reformado e que é pai de Mailson Cesar, atualmente no serviço ativo, no posto de Capitão.       Também é de origem sertaneja, mais precisamente de Catolé do Rocha, a família do Coronel Francisco Monteiro Segundo, que foi um dos oficiais mais conceituados da sua época. O Coronel Monteiro foi pai de Wilde Monteiro, que também foi Coronel e, depois de Comandar diversas Unidades, inclusive com destacado papel no Comando do Esquadrão de Cavalaria, foi Subcomandante e Comandante Geral da Policia Militar, quando teve oportunidade de honrar a memória e os conceitos do seu pai.  Wild Monteiro é pai do Tenente Monteiro, atualmente no serviço ativo no Regimento de Cavalaria.     A família Chaves começou sua dinastia na Corporação em 1956 com o ingresso de Marcílio Pio de Queiroz Chaves, que chegou ao posto de Coronel.  Além de ocupar outras importantes funções, o Coronel Marcílio, foi Subcomandante Geral da Polícia Militar e foi uma dos mais competentes e influentes Oficiais da sua época.  Marcílio exerceu por muito tempo uma das maiores lideranças na Corporação e desenvolveu atividades políticas, tendo sido eleito Vereador em João Pessoa e dirigido a Caixa Beneficente de Oficiais e Praças da Polícia Militar, e o Clube dos Oficiais. Atualmente ele é Presidente da Associação dos Reformados da Polícia Militar. O Coronel Marcílio Chaves é o pai de Kelson de Assis Chaves e Euller de Assis Chaves, que também alcançaram o Posto de Coronéis e que herdaram as qualidades do genitor. O Coronel Kelson, que sempre teve destacado papel em atividades operacionais, entre outras funções, foi Assistente Militar do Tribunal de Justiça, Comandante de Unidades Policiais, Subcomandante e Comandante Geral.   O Coronel Euller Chaves que também desenvolveu importantes funções na Corporação, destacando-se pelo trabalho realizado no Centro de Educação da Polícia Militar, é um Oficial de elevado preparo técnico profissional e ocupa atualmente as funções de Comandante Geral.  O Coronel Fernando Soares Chaves, tragicamente falecido em 2014, quando exercia as funções de Secretário Chefe do Gabinete Militar do Governador, depois de Comandar diversas Unidades Policiais, era primo do Kelson e Euller, com quem mantinha estreita e afetuosas relações de amizades, portanto também integrava a dinastia Chaves.

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