A Segurança Pública e a campanha eleitoral



    Por oportuno, transcrevemos o comentário do Coronel RR Ramilton Cordeiro, apresentado no seu programa semanal na Rádio CBN  no dia 14 de julho de 2014.

A Segurança Pública e a campanha eleitoral


No ultimo fim de semana assistimos ao encerramento da COPA DAS COPAS, ou como se referiu Ariel Palácios, comentarista da Globo News em Buenos Aires, a COPA DOS PAPAS, sagrando-se campeã a seleção da ALEMANHA, do Papa Emérito Bento XVI.
Após 30 dias de festas, euforia, e por fim muita tristeza e melancolia, pelos 10 gols sofridos pela nossa seleção em apenas 2dois jogos, os brasileiros voltam a vida normal, com todos os inúmeros problemas que temos para enfrentar, incluindo o desafio de escolher os próximos Presidente da República, Governadores dos Estados, Deputados Federais e Senadores e Deputados Estaduais.
A Segurança Pública, ao lado da Saúde, Educação e Mobilidade Urbana, disputam qual dos quatro temas subirá em 1º lugar no podium.
Independente da colocação na disputa, o fato é que a Segurança Pública é um dos principais problemas que aflige a população brasileira em geral e a paraibana em particular.
Além dos elevados índices de homicídios por 100 mil/hab, outras formas de violência e criminalidade se destacam. Os crimes contra o patrimônio – o Furto, mas, sobretudo, os violentos como roubo e latrocínio, se elevam em progressão geométrica, impulsionados, segundo os analistas, pelo tráfico e o consumo de drogas, principalmente nas camadas mais pobres da população, e entre os jovens.
Os programas apresentados pelos partidos junto ao TRE foram de certo modo genéricos, impossibilitando no momento uma avaliação mais detalhada das propostas.
O eleitor precisa ter cuidado com as promessas de campanha por vezes impagáveis. Muitos candidatos sugerem medidas que não são da competência dos Estados, e sim da União, dai a cobrança deve ser dirigida ao futuro(a) Presidente da República e aos parlamentares federais, como por exemplo a legislação penal, que é de competência do Congresso Nacional.
Já as atividades desenvolvidas pelas PF e PRF, importantes atores no teatro da Segurança Pública, são subordinadas ao Governo Federal, as Guardas Municipais às Prefeituras, e o Sistema Prisional Estadual, embora administrado pelos Estados e DF, dependem de recursos federais, além da atuação da Justiça, através das Varas das Execuções Penais.
Por fim, faltam aos demais candidatos, exceto ao atual Governador que concorre à reeleição, informações confiáveis, necessárias, imprescindíveis à elaboração de diagnósticos que permitam a montagem de um Plano de Ação que seja EXEQUÍVEL.
Como ainda estamos no ano da Copa, e a dois anos das Olimpíadas, temos a oportunidade, por exemplo, de exigir dos novos governantes a implantação de um programa de incentivo a prática de todas as modalidades de esporte, usando de início a logística já existente, visando atrair essa massa de jovens que vive a perambular pelas ruas, onde crianças e adolescentes são precocemente iniciado no mundo das drogas, da prostituição e do crime.
Não é possível que o país que promoveu a mais festejada das Copas, não tenha capacidade de formular um programa dessa natureza, que além da descoberta de novos talentos, estaremos principalmente, PREVENINDO, evitando, o acesso desses jovens que vivem à mercê do crime organizado.
Segurança Pública se proporciona prioritariamente com ações preventivas, que em grande medida independem de emprego da Polícia.

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