A participação da Polícia Militar no esforço para atenuar os efeitos da crise do petróleo.

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         A primeira crise do petróleo, em 1973, abalou a economia de todos os países do mundo, que assim se viram na contingência de adotar medidas destinadas  a atenuar os efeitos desse fenômeno econômico internacional.
       Com esse objetivo, diversas medidas foram adotadas no Brasil. Inicialmente a preocupação foi voltada para o estudo dos meios de transportes adotados no país.  Em decorrência, o Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes (GEIPOT), criado em 1965 com o objetivo de coordenar e desenvolver estudos dos meios de transportes, e que já havia mudado a denominação para Grupo de Estudos para Integração da Política de Transportes, em 1969, foi transformado, em 1973, em Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes mantendo-se a sigla GEIPOT. Esse órgão coordenou a execução de uma série de medidas destinadas a enfrentar a crise do petróleo.
      Outros órgãos também tiveram papel relevante no conjunto dessas medidas, como o Conselho Interministerial de Preços - CIP -, que tinha a atribuição de fixar e fazer executar as medidas destinadas à regulamentação de preços. Ainda para fazer fase a esse momento da economia, no final de 1975 foi criado o Programa Nacional do Álcool ou Proálcool com o objetivo de estimular a produção do álcool, visando o atendimento das necessidades do mercado interno e externo e da política de combustíveis automotivos.
      Nesse contexto as Polícias Militares também tiveram um relevante papel. Os estudos do GEIPOT levaram à conclusão da necessidade de se intensificar a fiscalização de trânsito para evitar que os veículos circulassem com velocidade acima de 80 quilômetros por hora, como forma de economia de gasolina. Por essa razão o Ministério dos Transportes, o GEIPOT, o DNER, o Conselho Interministerial de Preços e a IGPM firmaram convênios com diversas Universidades, para a realização de Cursos de Especialização de Trânsito destinados a Oficiais das Polícias de todos os Estados do Brasil.
       Esses cursos, com duração de total de 580 horas de aula, com ênfase na disciplina de Engenharia de Trânsito, foram realizados no decorrer de 1988 e 1989 e deles participaram oito Oficiais da Paraíba. Os Capitães Genilson Assis Costa, Ernani Viana de Freitas e Américo José Estrela Uchoa frequentaram o curso que tinha um nível avançado e que foi realizado em Brasília. Os Tenentes Celso Cardoso de Almeida, João Batista de Lima e Iraponil Siqueira de Souza fizeram o curso em Fortaleza, na Universidade Federal do Ceará, enquanto os Tenentes José de Lima Irmão e Aguinaldo Barbosa fizeram o mesmo curso na Universidade Federal de Pernambuco.
        Depois de concluídos os cursos esses Oficiais passaram a exercer funções relacionadas com as atividades de policiamento de trânsito. Em João Pessoa, nas vias urbanas, foram realizadas muitas operações específicas para fiscalizar a velocidade dos veículos, contando inclusive com o uso de radar. O mesmo ocorreu em algumas rodovias estaduais no interior.
          Nesse período, em várias Polícias Militares do Brasil, foram criados Batalhões, Companhias, Pelotões ou Núcleos de Policiamento Rodoviário Estadual. Na Paraíba houve experiências nesse sentido no 4º Batalhão, em Guarabira, com o objetivo de policiar a rodovia conhecida como anel do brejo. Idênticas atividades foram  realizadas também no 3º Batalhão em Patos.  Mas, como não havia previsão da existência de um órgão desse tipo na estrutura da Polícia Militar, essas atividades não tiveram continuidade por muito tempo.
        Ainda como parte do projeto do Governo, as Polícias Militares receberam veículos equipados com material apropriado às atividades de fiscalização de trânsito. A Paraíba foi contemplada com várias Viaturas desse tipo, que por falta de manutenção adequada, pouco tempo depois ficaram inservíveis.

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