A origem da Força Tática do 1º Batalhão

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Como consequência do continuado crescimento da criminalidade verificado em todo país ao longo das últimas décadas, os órgãos do sistema de segurança pública vêm ampliando e modernizando seus processos de atuação através do emprego de armamentos e equipamentos modernos, intensificação de treinamentos específicos dos seus integrantes e da implantação de formas de policiamentos especializados.
    No final da década de 1980, em razão da constatação de um aumento de assalto de bancos na cidade de João Pessoa, foi executado um policiamento motorizado especial que consistia na distribuição de quatro Guarnições com efetivos reforçados, que circulavam nas áreas onde existiam estabelecimentos bancários. O serviço, criado informalmente por iniciativa do Capitão Gilson Simões, Comandante da Companhia de Rádio Patrulha, era executado por integrantes daquela Subunidade, em Viaturas do Tipo Veraneio.  Como a incidência de assaltos foi reduzida, o serviço foi aos poucos desativado. Depois do ano 2000 esse serviço voltou a ser executado, também de maneira informal, com e denominação de operação presença.  Ainda no decorrer das décadas de 1980 e 1990 foram implantados serviços especiais como a Operação Manzuá, Companhia de Policiamento de Choque, Esquadrão de Cavalaria, depois transformado em Regimento, Companhia Florestal, depois transformado em Batalhão do Meio Ambiente, Serviço de Ciclopatrulha e Grupo de Ação Tática (GAT). Complementando esses serviços, nos últimos anos foram criadas a ROTAM, o Canil, o Serviço de Apoio ao Turista, a Patrulha Rural e a Força Tática.
      Doutrinariamente a Força Tática deve atuar preferencialmente em regiões específicas que apresentam certas peculiaridades com especial atenção àquelas com mais elevados índices de criminalidade, considerados especialmente os homicídios e roubos. Suas principais ações são: a prevenção setorizada, com intensificação ou saturação localizada de policiamento, em locais com alto índice de crimes violentos, ocorrências de vulto e ações para restauração da ordem pública que não justifiquem a mobilização do efetivo do Batalhão de Choque.
      A Força Tática é a forma de policiamento especializado mais recente na Polícia Militar da Paraíba. Criada no ano 2008 no âmbito da 4ª Companhia de Polícia, sediada em Cabedelo, na época sob o Comando do Capitão Arnaldo Sobrinho, a Força Tática se espelhou no mesmo tipo de serviço executado na PM de São Paulo. A forma básica de atuação desse processo de policiamento é a distribuição de Guarnições em pontos estratégicos da cidade para que possam prestar imediato apoio aos demais tipos de serviços executados pela policia militar, nos casos de ocorrência de maior complexidade, e, eventualmente, atender outros tipos de demandas da comunidade relacionadas com a segurança pública.
      Esse serviço foi criado em razão da necessidade do Comandante da Companhia não dispor de uma tropa de pronto emprego para apoiar o policiamento da subárea, uma vez que os serviços com essa destinação eram a Companhia de Choque e o GAT, que eram subordinados diretamente ao Comandante Geral.  Para implantação desse serviço 34 policiais militares da 4ª Companhia receberam um treinamento especial durante 10 dias. No currículo do treinamento constaram temas como: Armamento e tiro (com uso de armas modernas empregadas no serviço); técnica de abordagem em pessoas, veículos e edificações; defesa pessoal; direito aplicado; inteligência policial; atendimentos pré-hospitalar; criminalística; policiamento em área de mata e doutrina de força tática.
      Em 2009 esse serviço foi informalmente desativado. Em fevereiro de 2011, quando o Tenente Coronel Jefferson Pereira da Costa era o Comandante do 1º Batalhão, esse serviço foi reimplantado, passando a ser comando pelo Tenente Assis, ficando aquartelado na sede da Unidade.  No mês de setembro de 2012, o Pelotão passou a integrar a 1ª Companhia de Policiamentos Especiais, sob o Comando do Capitão Cleicitoni Francisco de Albuquerque Silva, que foi instalada na base das ações policiais militares, na Praia do Cabo Branco. Em Outubro de 2013 a sede desse serviço foi transferida para a base da Unidade de Polícia Solidária, instalada no conjunto Bala na Rede.
           A Lei Complementar 87 de 2008, que institui a Organização Básica da Polícia Militar, nos seus artigos 37 e 38 onde se estabelecem os tipos de Companhias e Pelotões especializados da Corporação, não faz alusão especifica a Força Tática, mas sim à Companhia e a Pelotão Tático Motorizado. Mas, a expressão Força Tática foi adotada em razão de melhor definir os objetivos desse tipo de serviço.  A legislação prever a existência de serviços desse tipo nos Batalhões de áreas, e diversas Unidades Policiais Militares estão implantando esse processo de policiamento seguindo a mesma doutrina do serviço criado na cidade de João Pessoa.
     Atualmente a Força Tática do 1º Batalhão conta com um efetivo de 60 homens, e diariamente lança 4 Guarnições nas ruas da cidade, distribuídas em pontos estratégicos para prestar apoio imediato às demais formas de policiamento, dando ênfase aos setores de Mandacaru e Bola na Rede, onde tem se registrado uma maior incidência de criminalidade.

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